Vinte e nove = quase trinta.
Ouvi dizer que quase trinta não é bom... é o meu último ano de vinte e poucos, que já não são poucos... e ainda não tenho o título de balzaquiana.
Ou seja, estou prestes a entrar numa espécie de limbo (como se já não estivesse...).
Penso que é uma idade que soa bem somente em anúncios desesperados à procura de um par, "...tenho vinte e nove anos, olhos verdes..."
Achei engraçado, aquele engraçado de riso desesperado... e é a segunda vez que essa palavra aparece, será a idade do desespero?
Acabei de questionar o oráculo Google sobre que idade seria a idade do desespero e ele não me ofereceu resposta, certamente quer que eu aprenda a lição sozinha. Só pode!
Ironia número 1: meu mp3 acabou de selecionar no modo aleatório a música "Hopelessly devoted to you"... maldita hora em que baixei a trilha sonora de Grease...
Percebi que além do limbo, do abandono de meu guru e da ironia do meu repertório musical, não perdi o humor... pois as mulheres de vinte e poucos (esses poucos estão me irritando profundamente...) são conhecidas por sua beleza e pelo frescor da idade, as de trinta... pelo ar misterioso e pela beleza madura e o que sobre para as de vinte e nove?
Ser engraçada, irritada e desesperada?
tsc, tsc, tsc... isso não vai dar certo.
Ops, esqueci o pessimismo...
Vejamos então como seria o epitáfio de meus vinte e poucos...
"Tenho vinte e nove anos, olhos verdes(ás vezes amarelos ou cheios de fogo), acredito ter um metro e setenta e dois de altura embora minha postura seja péssima e eu nunca faça alongamento. Sou relativamente magra. O que isso significa? Ora, isso é pergunta que se faça?
Ok, de roupa sou relativamente magra, já de biquini...
(tem um grau de sinceridade especificado nisso ou pode mentir?)
Enfim, sou sincera e me irrito facilmente como puderam perceber, acredito que celulite devia ser considerada licença poética feminina depois dos vinte e sete anos e que um bom café da manhã é um cigarro e coca-cola.
Ás vezes acordo com a personalidade de outras pessoas, já fui Charles Manson, Maysa, Amy Winehouse e Heleninha Roitmann. Gosto de mambos calientes e músicas que fazem chorar.
Prefiro o inverno ao verão e só tomo café feito por outras pessoas.
Já disse que amo, que não amo e agora resolvi ficar com as mensagens subliminares.
Gosto mais de cartas do que de e-mails, de ir a praia de madrugada, de combinar a calcinha com o soutien e só uso esmalte vermelho.
Queria que o teletransporte e a pílula de bronzeamento existissem, queria ser uma X-men ou a sósia da Kate Moss, ou pelo menos ter o guarda-roupa dela.
Sou insuportável quando estou com fome, com sono ou ressaca. Tenho insônia e vários males psicosomáticos.
Amo com devoção Matisse, tenho paixão por Picasso e Duchamp é meu amante.
Tenho mania de amores impossíveis, talvez por fuga de viver algo de verdade. Mas me mudaria pro Afeganistão por um amor.
Demoro pra tomar decisões e quando tomo as pessoas se assustam (vocês me subestimam, né?).
Pois bem... Madonna sabe bem o que eu digo..."
| This is who I am | |
| You can like it or not | |
| You can love me or leave me | |
| Cause I’m never gonna stop, no no | |
Se você mora no Afeganistão, esquece, eu não mudo assim por qualquer um...
bjomeliga!!!




